Biguaçu — SC
Santa Catarina · Região imediata de Florianópolis
Biguaçu - SC é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
- População
- 83,8 mil
- PIB
- R$ 3,5 bi
- PIB per capita
- R$ 45,9 mil
- Empregos formais
- 21,6 mil
- Remuneração média
- R$ 3,3 mil
Panorama econômico
Biguaçu - SC é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
No ano, o município acumula mais admissões que demissões, com um saldo de 502 funcionários.
Tamanho e Localização
Considerado um centro de alta influência nos municípios vizinhos, o município de Biguaçu fica perto da cidade de Florianópolis, Santa Catarina. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes pela cultura e lazer.
Biguaçu é o 4º município mais populoso da grande região de Florianópolis, com 83,8 mil habitantes. O PIB da cidade é de cerca de R$ 3,5 bilhões de reais, sendo que 59,8% do valor adicionado advém dos serviços, na sequência aparecem as participações da indústria (18,9%), da administração pública (16,1%) e da agropecuária (5,2%).
Com esta estrutura, o PIB per capita de Biguaçu é de R$ 45,9 mil, valor inferior à média do estado (R$ 67,5 mil) e da região de Florianópolis (R$ 54,5 mil).
Demografia
A cidade tem uma estrutura etária jovem, formada por 19,2% de crianças (0 a 14 anos), 14,4% de adolescentes (15 a 24 anos), 25,7% de adultos jovens (25 a 39), 31,9% de adultos maduros (40 a 64) e de 8,7% de pessoas com mais de 65 anos de iade. Isto configura uma razão de dependência de 38,7%, o que indica 3,9 dependentes (crianças e idosos) para cada dez pessoas em idade ativa e que a cidade ainda está em uma situação de bônus demográfico. A razão de dependência catarinense é de 41,2%.
O índice de envelhecimento de Biguaçu é de 45,5% (4,6 idosos para cada 10 crianças), valor menor que o do estado (55,4%), sinalizando que o município envelhece mais devagar do que a média catarinense. Comparado aos demais municípios, o índice da cidade é o 260° maior do estado.
Já o nível de juventude é de 25,1%, há 2,5 jovens (15–24) para cada 10 adultos (25–64). Este valor fica acima da média estadual 24,3%), o que sugere uma forte inserção de pessoas ativas economicamente em curto e médio prazo. Já o índice de maturidade é de 1,24 adultos sêniores (40-64) para cada adulto jovem (25-39), este valor é menor que a média estadual, confirmando a concentração em público de menor tíquete (academia, restaurantes, bens duráveis, educação e aluguéis de primeira moradia).
Geração de Empregos
O município possui 21,6 mil empregos com carteira assinada, motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais). A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 3,3 mil, valor abaixo da média do estado, de R$ 3,8 mil.
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 8,4 mil admissões formais e 7,9 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 502 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 895.
Na grande região de Florianópolis este é o 5º melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 8º que mais cresce na grande região de Florianópolis.
Abertura de Empresas
Nos últimos 12 meses, a cidade acumulou um total de 212 novas empresas, o que a posiciona como o 4° município da grande região de Florianópolis com melhor desempenho. Deste total de empresas, 22 atuam no comércio.
Entre as empresas abertas no período, destacam-se os setores de depósitos à vista, com 29 novas empresas, lojas de livros, cds e artigos esportivos, com 12 empresas, e investigação particular, com 12 empresas novas.
Crescimento da População
Crescimento do PIB
Entre 2006 a 2021, o crescimento do PIB municipal apresentou o 5° melhor desempenho da região intermediária. Nos últimos dez anos, o crescimento nominal do nível de atividade da cidade foi de 166,7% e a taxa apresentada dos últimos 5 anos foi de 75,3%.
Renda e Potencial de Consumo
A concentração de renda entre as classes econômicas em Biguaçu pode ser considerada muito baixa e é relativamente inferior à média estadual. As faixas de menor poder aquisitivo (E e D) participam com 60,5% do total de remunerações da cidade, enquanto que as classes mais altas representam 4,4%. Destaca-se que a composição de renda das classes mais baixas da cidade têm uma concentração 11,9 pontos percentuais maior que a média estadual, já as faixas de alta renda possuem participação 10,3 pontos abaixo da média.
Do total de trabalhadores, as três atividades que mais empregam são: administração pública em geral (2264), transporte intermunicipal de carga (1233) e construção de edifícios (1117). Entre os setores característicos da cidade, também se destacam as atividades de fabricação de embalagens de material plástico e outras obras de instalações em construções.
A renda média dos responsáveis pelos domicílios na cidade é de R$ 3.064, entre os bairros de maior poder aquisitivo, destacam-se: Centro, com média de R$ 4.446, seguido dos bairros Loteamento Jardim Sao Miguel (R$ 3.810), Alto Biguacu (R$ 3.810) e Vendaval (R$ 3.753).
Índice de Empreendedorismo
O Ranking de Empreendedorismo da Caravela coloca o município de Biguaçu - SC entre as 62 melhores cidades do estado para se fazer negócios. Com um índice final de 77.2 pontos, a cidade tem mais força nos indicadores de Densidade (98.4 pontos) e Diversificação (98.45). Por outro lado, ainda enfrenta desafios nos quesitos Sobrevivência (13.8 pontos) e Geração de empregos (13.76), que obtiveram pontuação mais baixa.
Estrutura de saúde
Em 2022, Biguaçu registrou uma taxa de 95,1 leitos do SUS para cada cem mil habitantes. Este quantitativo de leitos aumentou nos últimos anos em um ritmo de 9,6 leitos a cada cem mil habitantes por ano. A taxa de atual é a 140° maior do estado. Já os leitos não pertencentes ao SUS formam a taxa de 13 (por 100 mil hab.) e apresentam uma redução de -0,5 leitos por cem mil habitantes a cada ano. O município também possui uma taxa de leitos para atedimentos de UTI igual a 13 para cada cem mil habitantes em casos de SUS e de 13 para não-SUS.
A cidade conta com 1,64 enfermeiros para cada mil habitantes e 5,2 médicos por mil habitantes. A taxa de enfermeiros é próxima à média dos municípios e aumentou nos últimos dez anos, quando a taxa era de 0,51 por mil habitantes. Já a taxa de médicos é superior à média e cresceu durante os últimos anos. Há dez anos, a taxa era de 1,62 para cada mil habitantes.
Cobertura vacinal
Entre os nove tipos de vacinações analisadas, a cobertura média vacinal do município é de 78%, o que representa uma taxa abaixo da média dos demais municípios brasileiros. A vacina de maior cobertura local é a Tríplice Viral (1° dose), com uma taxa de 96,1%, por outro lado, a BCG apresenta maiores desafios, com uma cobertura de 47,8168264110756%.
Atenção básica e pré-natal
Em 2022, no município de Biguaçu, o percentual de nascimentos com pré-natal adequado foi de 69,8%, esta é o 251° melhor cenário no estado de Santa Catarina. Também foram registrados casos de nascimentos com nenhum atendimento de pré-natal, isto ocorreu em 1,1% dos nascidos vivos no ano, o que pode ser considerada uma taxa comum em relação aos demais municípios brasileiros e se posiciona como o 69° pior cenário do estado.
A cobertura de atenção básica em Biguaçu alcançou a taxa de 99% no ano de 2022. No estado, 249 municípios alcançaram a cobertura total de atenção básica para sua população. A cobertura de atendimento dos agentes comunitários e da estratégia de saúde familiar foi de 94% e 99%, respectivamente. Além disso, estima-se que o percentual da população coberta por planos e seguros de assistência suplementar à saúde (privados) é de 14,5%.
Hospitalizações
A taxa de hospitalização do SUS em Biguaçu apontam para um nível de internações próxima à média nacional, com 6,5 mil hospitalizações para cada 100 mil habitantes. No período de 2011 a 2022, a evolução do número de hospitalizações mostrou um aumento de 20,9 internações (a cada 100 mil hab.) por ano.
Em relação às taxas de hospitalizações sensíveis à atenção primária, que se refere aos casos de doenças que poderiam ser evitados com ações de atenção primária, o município apresenta um nível de internações abaixo da média, de 848 a cada cem mil habitantes. O crescimento desta categoria de hospitalizações ao longo da última década está semelhante aos demais municípios, com um aumento anual da taxa equivalente a 0,7 hospitalizações por cem mil hab. a cada ano.
Mortalidade
Com estes índices, o nível de mortalidade do município é o 258° maior do estado, com 590 ocorrências a cada cem mil habitantes. Nos últimos anos, a taxa de mortalidade cresceu em um ritmo de 19 óbitos a cada cem mil habitantes ao ano. Soma-se a estes valores o total de 107 mortes (a cada 100 mil habitantes) por causas evitáveis, a 137° maior taxa do estado, que tem apresentado um crescimento de 2,6 ocorrências para cada 100 mil hab. ao longo de cada ano.
Nascimentos
Entre 2015 a 2020, Biguaçu registrou 5,8 mil nascimentos, cerca de 966,67 novos bebês por ano. Ao longo dos anos, a tendência de crescimento de novos registros foi negativa e esta taxa de natalidade está bem abaixo da média dos demais municípios do Brasil. No período, houve mais nascimentos de meninos, 50,7 a cada 100 bebês.
Segurança pública
Durante o ano de 2022, foram registradas 2 vítimas de homicídio doloso no município. Esta quantidade foi menor que o desempenho de 2021, quando houve 8 vítimas na cidade. Em 2018, o número de casos de homicídio era de 0, representando uma piora na
Considerando o tamanho populacional, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes em Biguaçu é de 2,6, um valor considerado abaixo da média. Com base neste indicador, o município é o 9° mais seguro da grande região de Florianópolis.
Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Biguaçu apresenta uma pontuação geral de 48 pontos em 100, classificando-se em 2361 entre os 5.570 municípios brasileiros, o que indica um nível de desenvolvimento sustentável considerado baixo. Ao todo, o município possui 4 áreas com nível muito baixo, 2 estão em nível baixo, 5 são consideradas médias, 4 áreas estão com nível alto e no patamar muito alto apenas uma área.
A avaliação dos ODS revela que os principais pontos críticos da cidade são: ODS9 Indústria, inovação e infraestrutura, ODS17 Parcerias para a implementação dos objetivos, ODS15 Protefer a vida terrestre, ODS5 Igualdade de gênero.
Por outro lado, os índices de maior desenvolvimento da cidade encontram-se nos objetivos: ODS13 Ação climática, ODS7 Energias renováveis e acessíveis, ODS12 Produção e consumo sustentáveis, ODS3 Saúde de qualidade.
Mercado de trabalho
O município possui 21,6 mil empregos com carteira assinada, motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais). A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 3,3 mil, valor abaixo da média do estado, de R$ 3,8 mil.
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 8,4 mil admissões formais e 7,9 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 502 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 895.
Na grande região de Florianópolis este é o 5º melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 8º que mais cresce na grande região de Florianópolis.
Pelas nossas projeções, o período acumulado até julho de 2027 deve apresentar 14028 novas contratações e cerca de 13532 desligamentos, o que deve resultar em um saldo de 496 novos postos de trabalho na cidade. Somado a esta projeção positiva, o histórico da movimentação de empregos na cidade dos últimos anos mostra um desempenho acima da média, em um panorama positivo de novas contratações nos últimos meses.
Entre as 29 atividades econômicas que tiveram movimentações de admissões ou desligamentos no último ano, 18 apresentaram saldo de empregos negativo, destacando-se os segmentos de Preservação e fabricação do pescado, Produtos de madeira, Comércio atacadista de químicos, papel e sucatas (com saldos de -8, -6, -6 empregos, respectivamente). Por outro lado, 11 setores tiveram mais admissões que desligamentos, resultando em saldos positivos, como é o caso das atividades de Lojas de materiais de construção, Móveis, Apoio florestal (com saldos de 4, 3, 2 empregos).
Abertura de empresas
Nos últimos 12 meses, a cidade acumulou um total de 212 novas empresas, o que a posiciona como o 4° município da grande região de Florianópolis com melhor desempenho. Deste total de empresas, 22 atuam no comércio.
Entre as empresas abertas no período, destacam-se os setores de depósitos à vista, com 29 novas empresas, lojas de livros, cds e artigos esportivos, com 12 empresas, e investigação particular, com 12 empresas novas.
Microempreendedores (MEI)
Até o dia 6 de dezembro de 2025, o município possuía um total de 11,71 mil microempreendedores individuais. Considerando o tamanho populacional da cidade, há uma taxa de 139,8 MEIs para cada mil habitantes, este indicador está bem acima da média dos demais municípios e é a 2° maior taxa de toda a região.
Durante o ano de 2023, o crescimento de MEIs tem sido acima da média brasileira, com um aumento de 7,2%, este desempenho é o 169° melhor do estado. No último mês, houve acréscimo de 60 registros do total de microempreendedores individuais.
Frota de veículos
O município de Biguaçu possui uma frota total de 59,8 mil veículos, sendo 38,6 mil (65%) carros, 15,5 mil (26%) motos e 2,2 mil (4%) caminhões. A cidade tem a 227º maior taxa de veículos per capita do estado e, em relação aos demais municípios do Brasil, a taxa por habitante mostra que a cidade possui muitos veículos na cidade. Destaca-se que a participação das motos possui a maior representatividade no município, com o 120° maior índice por habitante do estado
Desde o final do ano passado até o mês de dezembro de 2024 houve aumento de 5,4% da frota total do município. Este desempenho esteve próximo à média das demais cidades do Brasil, enquanto que no estado, foi o 33° maior crescimento.
Deste crescimento do último ano, destaca-se o crescimento das motos, que apresentaram um aumento de 6,7% na sua frota desde o ano passado, obtendo o 24° melhor desempenho estadual.
Movimentação bancária
No acumulado do ano de 2026, até o mês de março, as estatísticas bancárias municipais de Biguaçu apresentam um movimento de crescimento dos seus valores de poupança, na ordem de 0,6%. No mesmo período, as operações de crédito tiveram alta de 24,8% e os financiamentos imobiliários também apresentaram crescimento, com aumento de 23,8%.
Considerando a evolução dos demais municípios, o movimento de ascendência da poupança está abaixo da média, o que sinaliza para uma queda do poder de compra dos moradores. Nas operações de crédito, o ritmo é considerado próximo à média. Por fim, a evolução dos financiamentos imobiliários apresenta um mercado aquecido nos últimos meses.
Transações via PIX
No acumulado do mês de agosto de 2026, o valor pago por pessoas físicas em transações financeiras via PIX somou um total de R$ 418,8 milhões de reais. Já o total recebido por conta jurídicas no mês foi de R$ 597,4 milhões de reais.
O valor das transações de agosto representa um crescimento de 0,1% frente ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, a variação do valor pago em transações pix foi de 15,6%, comparando com os demais municípios, este é o 8° melhor desempenho da grande região de Florianópolis. Seguindo este ritmo, as nossas projeções indicam que o mês de setembro deve apresentar uma redução de -0,7% no valor total de pagamentos PIX.
A quantidade média de transações PIX realizadas no município é de 25,6 por habitante no mês, este índice de adesão é considerado mediano, o que indica uma atividade econômica próxima ao esperado pelo tamanho do município. O ticket médio das transações realizadas é considerado próximo à média, demonstrando um usual poder de compra da população.
A partir das movimentações dos valores de PIX, é possível constatar que o município possui uma sazonalidade muito abaixo da média dos demais municípios. Dezembro é o mês de maior movimentação, com um nível de transação financeira 14,2% superior aos demais meses. Por outro lado, fevereiro é o mês de menor atividade financeira.
Cadastro Único e pobreza
Em junho de 2026, os registros de cadastro único do município somam 8,2 mil famílias e 7,3 mil pessoas em situação de pobreza, o que representa 8,7% do total de habitantes, já na condição de extrema pobreza são 7 mil pessoas (8,3% da população).
A participação do número de pessoas em extrema pobreza é considerada muito baixa, sendo a cidade com a 6° cidade com maior percentual dentro da grande região de Florianópolis.
No último ano, o total de famílias registradas no Cadastro Único cresceu 25%, enquanto que o total de famílias em extrema pobreza aumentou 7,7%, uma variação próximo à média nacional.
Imposto de Renda
Em 2023, o número de declarantes do imposto de renda em cidade foi de 18,9 mil pessoas. O total de declarantes aumentou em 1,2% desde o último ano, o que representa um desempenho abaixo da média.
Considerando o tamanho populacional, o número de declarantes representa 22,6% do total de habitantes, este percentual é considerado acima da média quando comparado com a média dos demais municípios.
A soma dos gastos com despesas médicas declaradas no imposto de renda foi de R$ 44,9 milhões de reais, o que representa uma média de R$ 2,4 mil por declarante. Os gastos com instrução somam 19,7 milhões de reais e representam um total de R$ 1 mil por declarante.
Turismo
De acordo com o Ministério do Turismo, Biguaçu pertence ao Polo Grande Florianópolis. Este polo turístico envolve 15 cidades, as quais atraem um total de 4,3 milhões de turistas por ano (20,7% internacionais). Entre as 13 regiões turísticos do estado, o Polo Grande Florianópolis é o que mais atrai turistas. No cenário nacional, este é o 12° maior destino turístico nacional.
A cidade de Biguaçu não foi classificada como um polo turístico pelo Ministério do Turismo, mas a a pequena região de Florianópolis foi identificada com 5 mil empregos do setor, além de 413 empresas e 3,6 milhões de visitas nacionais.
Perfil da frota
O município de Biguaçu possui uma frota total de 59,8 mil veículos, sendo 38,6 mil (65%) carros, 15,5 mil (26%) motos e 2,2 mil (4%) caminhões. A cidade tem a 227º maior taxa de veículos per capita do estado e, em relação aos demais municípios do Brasil, a taxa por habitante mostra que a cidade possui muitos veículos na cidade. Destaca-se que a participação das motos possui a maior representatividade no município, com o 120° maior índice por habitante do estado
Desde o final do ano passado até o mês de dezembro de 2024 houve aumento de 5,4% da frota total do município. Este desempenho esteve próximo à média das demais cidades do Brasil, enquanto que no estado, foi o 33° maior crescimento.
Deste crescimento do último ano, destaca-se o crescimento das motos, que apresentaram um aumento de 6,7% na sua frota desde o ano passado, obtendo o 24° melhor desempenho estadual.
Comércio exterior
Durante o ano de 2024, o município de Biguaçu - SC registrou um valor exportado de USD 25,6 milhões. Nos últimos anos, houve movimentação de empresas locais exportando produtos para fora do país desde 1997 até o ano de 2024, com uma taxa média de crescimento de 108,7% ao ano.
Em 2024, as importações realizadas pelo município de somaram USD 34,8 milhões. A presença de operações de compra internacional por parte de empresas locais foi registrada ao longo do período de 1997 a 2024. Nesse intervalo, o município apresentou uma taxa média de crescimento anual das importações de 110,8%.
No último ano, as exportações do município estiveram concentradas na venda de Farinhas, Artigos de transporte ou de embalagem, Gorduras, Espelhos de vidro, Papel dos tipos utilizados para a fabricação de papéis higiénicos e de toucador e semelhantes e outros. Estes produtos representaram 91,8% das exportações municipais.
As importações de 2024 do município estiveram concentradas na aquisição de Outras chapas, Falsos tecidos, Aparelhos elétricos de iluminação ou de sinalização (exceto os da posição 8539), Malas e maletas, Vestuário e seus acessórios (incluídas as luvas entre outros. Estes produtos representaram 48,2% do total importado pelo município.
Os principais destinos das exportações do município incluíram países como Estados Unidos, Vietnã, Chile, Taiwan (Formosa), África do Sul, que absorveram maior parte dos produtos enviados para o exterior. Estes mercados representaram 80% das exportações municipais.
As importações registradas em 2024 tiveram como principais origens países como China, Equador, Argentina, Tailândia, Itália, responsáveis pelo fornecimento de grande parte dos produtos adquiridos no exterior. Estas fontes de produtos representaram 84,6% das importações municipais.
Oportunidades de negócio
A participação do comércio, somado aos serviços de alojamento e alimentação, representa 1% do total de trabalhadores e está concentrada nos restaurantes e bares e nos supermercados e lojas de variedades, que empregam 65 trabalhadores.
Ao todo, existem 55 modalidades diferentes de comércio na cidade. Com isso, a diversidade do comércio de Biguaçu é considerada alta, assim como a dos serviços, que também contempla empresas de vários setores na cidade, tornando a concorrência mais acirrada de um modo geral.
Comparando o desempenho da cidade com a média dos municípios com tamanho populacional similar, o nível de diversificação do comércio é superior à média e a dos serviços é semelhante, o que significa maiores oportunidades.
Ainda em comparação com municípios de tamanho similar, não foram encontrados setores de alta concorrência na cidade.
Por outro lado, as atividades dos supermercados e lojas de variedades, as clínicas médicas e as lojas de roupas e calçados demonstram grande potencial para novos investimentos locais. O segmento dos supermercados e lojas de variedades costuma apresentar uma taxa esperada de 44 trabalhadores para cada 10 mil habitantes, enquanto a cidade possui uma taxa de 0, resultando em uma diferença de -44. O mesmo ocorre para o setor das clínicas médicas, que apresenta uma diferença entre a taxa real e esperada de -39 trabalhadores para cada 10 mil habitantes.
Destaca-se que os segmentos das padarias, açougues e fruteiras, o comércio atacadista de alimentos e bebidas, o comércio atacadista de roupas e cosméticos, o comércio de peças de veículos, o comércio atacadista de mercadorias em geral, o comércio de veículos, o comércio atacadista de máquinas e o comércio atacadista de madeira e material de construção representam atividades que costumam ter movimentação de trabalhadores em cidades de tamanho similar, mas que não demonstraram vínculos formais de emprego na cidade.
Menor saturação relativa frente a cidades semelhantes.
Atividades já bem atendidas na cidade.
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De acordo com o Censo, o bairro mais populoso da cidade é Bom Viver, com 9,6 mil habitantes, o que representa 12,5% da população da cidade, seguido do bairro Jardim Janaina, com 10,1%.
No município de Biguaçu, a média municipal é de estabelecimentos comerciais é de 8,9 a cada 100 domicílios. Os bairros que possuem a maior número de comércios são Rio Caveiras, com 16,9% do total da cidade, em seguida aparecem os bairros Centro (12,7%) e Bom Viver (10,4%).
De acordo com o Censo, existem cerca de 839 edificações em construção no município, o que equivale a um índice de 3,2 construções para cada 100 domicílios. Os bairros com maior movimentação imobiliária são Rio Caveiras, com um percentual de 4,4% do total de edificações em construção municipal , Centro (2,7%) e Bom Viver (6,4%).
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Fontes e metodologia
Os dados desta página são elaborados pela Caravela a partir de fontes públicas oficiais — IBGE (população, PIB, Censo), CAGED e RAIS (trabalho e renda), Receita Federal / Redesim (empresas e MEI), DATASUS (saúde), Banco Central (crédito, poupança, PIX), Denatran (frota) e Comex Stat (comércio exterior). Veja o método em Metodologia e mais dados em Dados gratuitos.